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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sorrir...


Assistindo a um programa de TV, Fé na Vida, ouvi Miguel Falabella contando sobre a capacidade de sorrir nos momentos mais tristes.
Lembrei que o sorriso, (e até as gargalhadas às vezes) sempre estiveram presentes nas horas mais duras. Lembro-me de ter sorrido quando as duas pessoas que mais amo foram sepultadas.
Mais ainda, até hoje ao lembrar de meus pais, juntos ou isoladamente, sempre vem uma passagem engraçada protagonizada por eles.
Por maior que seja a dor, a ausência, a solidão... sou grata por ter vivido momentos tão maravilhosos. E graças a Deus, a saudade é enorme mas o sorriso que elas colocam no meu rosto é maior.
E a morte é certa, sabe lá por qual motivo sempre nos surpreendemos. E a vida é muito mais do que vemos ou podemos compreender. Como “ se aprende na dor, o que não se aprende no amor”, que seja possível aprender que dentro de cada momento triste, há algo de sublime.
Como diz a música do Frejat, “rir de tudo é desespero”. Mas deixar de SORRIR é a morte em vida.



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Aprendendo a ser "egoista"...

      Uma coisa que jamais imaginei dizer na vida é que estou gostando, e muito, dessa história de ser balzaquiana. Mais do que não ter que provar nada a ninguém, a maioria de nós já se encontou profissionalmente -  uma cobrança a menos do  mundinho adulto. Já fizemos boa parte da nossa cota de loucuras, sabemos quais as próximas, e se pintar alguma que pareça impossível, a gente costuma saber se é de fato. E se não for, a gente sabe direitinho como torna-la realidade...
       Quanto ao pessoal... Ê problemão. Quem já se "resolveu", já oficializou seu estado civil e procriou (não necessariamente nessa ordem) , menos mal. Quem ainda está "em processo", espera-se que esteja ao menos em paz consigo. A enxurrada de perguntas sobre a vida pessoal  é coisa que "só quem sabe a dor e a delícia de ser o que é" consegue lidar bem. Isso na prática tem um significado.
       É a hora do egoísmo. De pensar no que é bom pra si, e não viver de acordo com que os outros esperam. De viver relações que exijam sim, DOAÇÃO E CESSÃO. De ambas as partes. De querer sim algum retorno naquilo ( ou com quem) gastamos tempo e esforço. Entendendo-se como adultos, amadurecidos, cumpridores de nossos deveres, sejamos realizadores de sonhos. Os nossos, inclusive.
       Mais que isso, que faça parte desse sonho passar mais tempo com as pessoas e coisas que nos tragam alegria. Que estejamos conscientes que há ônus e bônus. E já que os ônus são muitos, que tratemos de usufruir MUITO BEM dos bônus...